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Search Console e AI Overview: como medir o resultado do SEO
Search Console e AI Overview: como medir o resultado do SEO
Fred Marinho

Fred Marinho

/ 05 outubro 2026 /

Durante anos, olhar a posição média no Search Console foi o jeito mais comum de saber se o SEO estava funcionando. Com as respostas de inteligência artificial no topo da busca, essa leitura ficou menos confiável. A resposta curta é que a posição deixou de ser o melhor termômetro, e vale acompanhar cliques, páginas e contatos.

Entender o que o relatório mostra hoje evita decisões erradas, como mexer em uma página que está bem ou ignorar uma que está perdendo visitas. A base de qualquer medição confiável é um site bem estruturado, e é isso que a Divera entrega na criação de sites voltados a resultado.

O que acontece com o AI Overview no Search Console

Segundo o Search Engine Journal, o Search Console registra os AI Overviews por meio do que a matéria chama de block flattening. Em vez de medir em que ponto da resposta cada link aparece, o sistema trata a caixa inteira como um único bloco, com uma posição geral. Como essas caixas ficam acima dos resultados orgânicos, todos os links dentro delas são reportados como posição 1.

Na prática, um link em destaque no card e outro escondido atrás de um botão de "mostrar mais" aparecem com a mesma posição, embora a chance de serem vistos seja bem diferente. A matéria cita ainda que os links visíveis por padrão contam como impressão assim que a resposta carrega, mesmo que a pessoa não role a tela, enquanto os que ficam atrás de botões só contam quando alguém expande a seção.

O que o Google diz sobre medir posição em respostas de IA

De acordo com a mesma matéria, John Mueller, do Google, afirmou que acompanhar posições tradicionais dentro de recursos de IA é difícil de fazer de um jeito útil. Um detalhe importante: as recomendações práticas do texto, como olhar resultados em vez de posição, são do autor da matéria, e não uma orientação oficial do Google. Por isso, é melhor tratá-las como boa prática de mercado.

Já a documentação do Google sobre recursos de IA na Busca informa que os sites que aparecem nos AI Overviews e no AI Mode entram nos dados gerais de tráfego de busca, no relatório de Desempenho, dentro do tipo de pesquisa "Web". Ou seja, não existe um relatório separado que isole o que veio da IA.

Por que a posição média perdeu força

Para entender o problema, vale lembrar como o número é calculado. A ajuda do Search Console explica que o relatório de Desempenho mostra cliques, impressões, CTR e posição média. No gráfico, a posição considera o resultado mais bem colocado de todo o site. Na tabela, considera apenas a URL ou o grupo exibido em cada linha.

  • A posição deixou de descrever o que se vê. Um resultado "na posição 1" pode estar abaixo de uma resposta de IA que já resolveu a dúvida.
  • Ela mistura situações diferentes. A matéria dá um exemplo claro. Uma página que aparece na posição 1 quando há AI Overview e na posição 19 quando não há pode ter média 10, e esse número esconde os dois extremos.
  • Ela mistura tipos de busca. Buscas de marca, informativas e de compra têm comportamentos muito diferentes, e a média esconde isso.
  • Ela não diz se o negócio ganhou algo. Subir de posição não é o mesmo que receber mais contatos.

Isso não quer dizer que o SEO deixou de importar. Quer dizer que a régua precisa mudar.

Imagine uma página de serviço que, em março, tinha posição média 4 e recebia 200 cliques por mês. Em setembro, a posição média continua 4, mas os cliques caíram para 140. Quem olha só a posição conclui que está tudo certo. Quem olha cliques e contatos percebe que algo mudou e vai investigar a causa, que pode ser uma resposta de IA ocupando o espaço, uma mudança na intenção da busca ou um concorrente que melhorou o título.

O que acompanhar no lugar da posição

  1. Cliques por página. O relatório de Desempenho mostra quais páginas realmente trazem visitas. Compare períodos iguais e olhe a tendência, não o dia isolado.
  2. Impressões e CTR em conjunto. Impressões subindo com cliques estáveis indicam que a página aparece, mas não convence ou foi substituída por uma resposta pronta.
  3. Consultas que geram contato. Cruze as páginas com mais cliques com as que recebem formulário preenchido ou ligação.
  4. Eventos-chave no Google Analytics. Segundo a ajuda do Analytics, eles medem as ações particularmente importantes para o sucesso do negócio. É por eles que se confirma se o tráfego orgânico vira oportunidade. Isso depende de uma configuração correta, assunto do nosso guia sobre Google Tag Manager.
  5. Presença nas respostas de IA. Ainda não há um relatório oficial único. Vale testar manualmente as perguntas mais importantes do seu mercado e registrar quando a marca aparece, tratando a visibilidade em IA como uma pergunta de sim ou não: fomos citados ou não?

Exemplo de aumento de impressões e queda de CTR. Nitidamente o clique foi substituído por uma resposta pronta da IA.

Exemplo de aumento de impressões e queda de CTR

Como montar uma rotina simples de leitura

  • Uma vez por mês, exporte as páginas com mais cliques e compare com o mês anterior.
  • Separe as buscas de marca das demais, para não confundir reconhecimento com aquisição.
  • Marque as páginas que perderam cliques sem perder posição. São as mais afetadas por respostas de IA e as candidatas a atualização.
  • Para essas páginas, reforce a parte que a IA não substitui, como dados próprios, exemplos reais, comparações e um caminho claro para o contato.
  • Registre em uma planilha simples o que foi alterado e a data, para relacionar mudanças e resultados depois.

Essa rotina vale para qualquer site que dependa de busca orgânica, mas pesa mais em conteúdos informativos, que são os mais resumidos pelas respostas de IA. Ela não exige mudar toda a estratégia de SEO. O trabalho técnico e de conteúdo continua o mesmo, e a diferença está em medir pelo resultado de negócio. O Search Console segue como a fonte oficial de impressões, cliques e páginas, e os dados do AI Overview aparecem misturados ao desempenho da busca, por isso o acompanhamento por página e por conversão é mais seguro do que tentar isolar a origem. Na prática, isso significa que o relatório continua útil, desde que a leitura mude da pergunta "em que posição estamos?" para "quais páginas trazem visitas e contatos?". Se você ainda não usa a ferramenta, veja para que serve o Google Search Console.

Se o tráfego do site caiu e você não sabe por quê, veja também as causas mais comuns da queda de tráfego.

O que fazer com uma página que perdeu cliques

Antes de concluir que o problema é a IA, verifique o básico. A página responde à intenção da busca? Está rápida no celular? Tem título e descrição claros e recebe links internos? Só depois disso vale atualizar o conteúdo com informação nova e mais útil do que a resposta resumida consegue oferecer.

Se a página trata de um tema muito resumido pelas respostas de IA, como definições simples, considere aprofundar com casos práticos, tabelas e orientações que levem a uma ação. A ideia é oferecer o que o resumo não entrega, como a experiência de quem executa o serviço e o próximo passo para quem quer resolver o problema. Para entender como aumentar a chance de ser citado nessas respostas, leia o que é GEO.

Quer saber o que o seu site realmente entrega?

A Divera analisa o desempenho do seu site no Google e nas respostas de IA, configura a medição e indica o que priorizar em SEO, conteúdo e conversão. Conheça nosso trabalho de sites feitos para gerar contatos e fale com a nossa equipe pelo formulário.

Autor

Fred Marinho
Fred Marinho

Fred Marinho é fundador da Divera, empresa de tecnologia e performance digital ativa desde 2007, e cofundador da HD Solutions. Cientista da Computação pela Universidade de Itaúna, com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e em Gestão de Pessoas pela UFJF. Escreve sobre estratégia digital, performance e gestão de equipes.


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