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Durante anos, olhar a posição média no Search Console foi o jeito mais comum de saber se o SEO estava funcionando. Com as respostas de inteligência artificial no topo da busca, essa leitura ficou menos confiável. A resposta curta é que a posição deixou de ser o melhor termômetro, e vale acompanhar cliques, páginas e contatos.
Entender o que o relatório mostra hoje evita decisões erradas, como mexer em uma página que está bem ou ignorar uma que está perdendo visitas. A base de qualquer medição confiável é um site bem estruturado, e é isso que a Divera entrega na criação de sites voltados a resultado.
Segundo o Search Engine Journal, o Search Console registra os AI Overviews por meio do que a matéria chama de block flattening. Em vez de medir em que ponto da resposta cada link aparece, o sistema trata a caixa inteira como um único bloco, com uma posição geral. Como essas caixas ficam acima dos resultados orgânicos, todos os links dentro delas são reportados como posição 1.
Na prática, um link em destaque no card e outro escondido atrás de um botão de "mostrar mais" aparecem com a mesma posição, embora a chance de serem vistos seja bem diferente. A matéria cita ainda que os links visíveis por padrão contam como impressão assim que a resposta carrega, mesmo que a pessoa não role a tela, enquanto os que ficam atrás de botões só contam quando alguém expande a seção.
De acordo com a mesma matéria, John Mueller, do Google, afirmou que acompanhar posições tradicionais dentro de recursos de IA é difícil de fazer de um jeito útil. Um detalhe importante: as recomendações práticas do texto, como olhar resultados em vez de posição, são do autor da matéria, e não uma orientação oficial do Google. Por isso, é melhor tratá-las como boa prática de mercado.
Já a documentação do Google sobre recursos de IA na Busca informa que os sites que aparecem nos AI Overviews e no AI Mode entram nos dados gerais de tráfego de busca, no relatório de Desempenho, dentro do tipo de pesquisa "Web". Ou seja, não existe um relatório separado que isole o que veio da IA.
Para entender o problema, vale lembrar como o número é calculado. A ajuda do Search Console explica que o relatório de Desempenho mostra cliques, impressões, CTR e posição média. No gráfico, a posição considera o resultado mais bem colocado de todo o site. Na tabela, considera apenas a URL ou o grupo exibido em cada linha.
Isso não quer dizer que o SEO deixou de importar. Quer dizer que a régua precisa mudar.
Imagine uma página de serviço que, em março, tinha posição média 4 e recebia 200 cliques por mês. Em setembro, a posição média continua 4, mas os cliques caíram para 140. Quem olha só a posição conclui que está tudo certo. Quem olha cliques e contatos percebe que algo mudou e vai investigar a causa, que pode ser uma resposta de IA ocupando o espaço, uma mudança na intenção da busca ou um concorrente que melhorou o título.
Exemplo de aumento de impressões e queda de CTR. Nitidamente o clique foi substituído por uma resposta pronta da IA.

Essa rotina vale para qualquer site que dependa de busca orgânica, mas pesa mais em conteúdos informativos, que são os mais resumidos pelas respostas de IA. Ela não exige mudar toda a estratégia de SEO. O trabalho técnico e de conteúdo continua o mesmo, e a diferença está em medir pelo resultado de negócio. O Search Console segue como a fonte oficial de impressões, cliques e páginas, e os dados do AI Overview aparecem misturados ao desempenho da busca, por isso o acompanhamento por página e por conversão é mais seguro do que tentar isolar a origem. Na prática, isso significa que o relatório continua útil, desde que a leitura mude da pergunta "em que posição estamos?" para "quais páginas trazem visitas e contatos?". Se você ainda não usa a ferramenta, veja para que serve o Google Search Console.
Se o tráfego do site caiu e você não sabe por quê, veja também as causas mais comuns da queda de tráfego.
Antes de concluir que o problema é a IA, verifique o básico. A página responde à intenção da busca? Está rápida no celular? Tem título e descrição claros e recebe links internos? Só depois disso vale atualizar o conteúdo com informação nova e mais útil do que a resposta resumida consegue oferecer.
Se a página trata de um tema muito resumido pelas respostas de IA, como definições simples, considere aprofundar com casos práticos, tabelas e orientações que levem a uma ação. A ideia é oferecer o que o resumo não entrega, como a experiência de quem executa o serviço e o próximo passo para quem quer resolver o problema. Para entender como aumentar a chance de ser citado nessas respostas, leia o que é GEO.
A Divera analisa o desempenho do seu site no Google e nas respostas de IA, configura a medição e indica o que priorizar em SEO, conteúdo e conversão. Conheça nosso trabalho de sites feitos para gerar contatos e fale com a nossa equipe pelo formulário.
Fred Marinho é fundador da Divera, empresa de tecnologia e performance digital ativa desde 2007, e cofundador da HD Solutions. Cientista da Computação pela Universidade de Itaúna, com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e em Gestão de Pessoas pela UFJF. Escreve sobre estratégia digital, performance e gestão de equipes.
Fred Marinho