Este site utiliza cookies

Salvamos dados da sua visita para melhorar nossos serviços e personalizar sua experiência. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade, incluindo a política de cookie.

Quem cria um site? Os profissionais por trás de um projeto
Quem cria um site? Os profissionais por trás de um projeto
Fred Marinho

Fred Marinho

/ 14 agosto 2026 /

Você pediu orçamento para três lugares e recebeu três números muito diferentes: R$ 900, R$ 6.000 e R$ 25.000. Todos dizem que entregam "um site profissional".

A diferença quase nunca está no capricho. Está em quantas especialidades entram no projeto.

Criar um site que funciona como canal de vendas envolve seis competências distintas. Um profissional sozinho pode ter duas ou três delas em bom nível — nenhum tem as seis. Entender isso é o que separa quem contrata bem de quem refaz o site em dois anos.

Este texto mostra o que cada especialidade faz, o que quebra quando ela falta, e como usar isso para avaliar qualquer proposta que chegar até você.

1. Web Designer — a primeira impressão

O que faz: define a aparência do site. Layout, hierarquia visual, cores, tipografia, uso de imagem. Traduz a identidade da marca para a tela.

O que quebra quando falta: o site fica com cara de template. E isso tem custo mensurável — segundo estudo citado pela Adobe, 38% dos usuários abandonam um site se o layout não for atraente. São quatro em cada dez visitantes perdidos antes de ler qualquer coisa.

Sinal na proposta: peça para ver três projetos anteriores. Se os três se parecem demais entre si, provavelmente é o mesmo tema reaproveitado.

→ Aprofunde em como escolher as cores para o seu site.

2. UX/UI Designer — o caminho até o contato

O que faz: decide a ordem das informações, onde ficam os botões, quantos cliques até o formulário, como o menu se comporta no celular. Trabalha com comportamento, não com estética.

O que quebra quando falta: o site fica bonito e não converte. É o caso mais frequente que recebemos para diagnóstico — empresa que investiu em design, gostou do resultado, e continua sem receber contato.

Sinal na proposta: pergunte qual é o objetivo principal de cada página. Se a resposta for "apresentar a empresa" em todas, não houve trabalho de UX.

→ Veja os 12 sinais que seu visitante avalia em segundos.

3. Desenvolvedor Front-End — o site na mão do cliente

O que faz: transforma o design em código que funciona. HTML, CSS e JavaScript. Garante que o site apareça igual no celular, no notebook e no navegador antigo do cliente.

O que quebra quando falta: o site trava no celular, demora a carregar, ou quebra em telas que ninguém testou. Como a maior parte dos acessos hoje vem do mobile, isso não é detalhe — é a experiência principal.

Sinal na proposta: peça o endereço de um site entregue e abra no seu próprio celular, com dados móveis. Não no Wi-Fi do escritório.

→ Entenda em site responsivo e metodologia mobile-first e por que um site lento custa caro.

4. Desenvolvedor Back-End — o que o visitante não vê

O que faz: a parte invisível. Banco de dados, envio de formulário, área do cliente, integração com CRM ou ERP, painel para você mesmo atualizar o conteúdo.

O que quebra quando falta: você depende de terceiros para trocar uma vírgula. Ou o formulário para de disparar e-mail e ninguém percebe por semanas — o que significa lead chegando e se perdendo.

Sinal na proposta: pergunte o que você conseguirá editar sozinho depois de entregue. Se a resposta for vaga, provavelmente será pouco.

5. Redator Web — o que o site diz

O que faz: escreve os textos pensando em quem lê e em quem busca. Título, descrição de serviço, chamada para ação, conteúdo de blog.

O que quebra quando falta: o cliente acaba escrevendo o próprio texto às pressas, ou o site sobe com "Lorem ipsum" adaptado. Texto genérico não diferencia a empresa de nenhuma concorrente e não dá ao Google nada para indexar.

Sinal na proposta: confirme quem escreve. Muita proposta barata inclui "cliente fornece os textos" em letra pequena.

→ Veja o que muda quando o conteúdo é feito para busca.

6. Especialista em SEO — o site sendo encontrado

O que faz: estrutura o site para aparecer nas buscas. Pesquisa de palavras-chave, arquitetura de URLs, títulos, velocidade, indexação.

O que quebra quando falta: o site existe e ninguém chega nele. E a diferença de posição é brutal: segundo dados da Backlinko, o primeiro resultado orgânico recebe cerca de 27,6% dos cliques, enquanto o segundo fica com 15,8%. Quem está na segunda página não recebe praticamente nada.

Vale registrar que essa competência mudou nos últimos dois anos. Com as respostas geradas por IA no topo do Google, não basta mais aparecer — é preciso ser citado. Site montado sem essa preocupação nasce invisível para as duas coisas.

Sinal na proposta: pergunte quais palavras-chave o site vai disputar. Se ninguém pesquisou isso antes de propor, o SEO virá depois — e sair caro.

→ Entenda em os principais fatores de rankeamento.

Quem mais pode entrar

Dependendo do projeto, somam-se outras funções:

  • Gerente de projeto — mantém prazo e alinhamento entre as partes. Em projeto com mais de três pessoas, sem isso o cronograma escorrega.
  • Analista de dados — configura GA4, GTM e conversões. Sem ele, você não sabe de onde vem o lead.
  • Especialista em infraestrutura — hospedagem, SSL, backup, monitoramento. Aparece quando falta.

→ Veja como configurar o rastreamento do seu site.

O que isso significa na hora de contratar

Existem três caminhos, e cada um tem um perfil de projeto em que faz sentido:

Freelancer. Costuma cobrir duas ou três das seis competências bem. Funciona para site institucional simples, de empresa que ainda não depende do digital para vender. O risco é o ponto único de falha: se ele some, você fica sem quem mexa no site.

Agência. Reúne as seis, com a coordenação entre elas. Faz sentido quando o site precisa gerar lead, integrar com sistema, ou sustentar tráfego pago. O custo maior é o da equipe — e é isso que explica a diferença entre R$ 900 e R$ 6.000.

Time interno. Só compensa a partir de um volume de demanda constante. Contratar seis especialistas para um projeto pontual não fecha a conta.

O erro mais comum não é escolher errado entre os três. É comparar propostas de caminhos diferentes como se fossem a mesma coisa — e escolher pelo número.

→ Se você está nessa comparação agora, veja as etapas de criação de um site e os tipos de site para entender o escopo antes de olhar o preço.

Três perguntas para qualquer proposta

Independentemente de quem estiver do outro lado:

  1. Quais dessas seis competências estão inclusas, e quem executa cada uma? A resposta mostra o tamanho real da equipe.
  2. O que acontece depois da entrega? Site sem manutenção quebra: certificado expira, plugin desatualiza, formulário para.
  3. O que eu consigo editar sozinho? Define se você terá autonomia ou dependência permanente.

Se a proposta não responde as três com clareza, o problema não é preço — é escopo indefinido. E escopo indefinido é a origem de quase todo projeto de site que atrasa ou decepciona.

Na prática

Trabalhamos com sites desde 2007, e a conversa que mais se repete começa igual: a empresa investiu num site, ficou satisfeita com a aparência, e seis meses depois percebeu que ele não trouxe um contato sequer.

Quase sempre a causa é a mesma — faltou uma das seis competências, e ninguém explicou isso antes.

Se você está avaliando propostas agora e quer entender o que está incluso em cada uma, fale com a gente. Analisamos e apontamos o que está faltando — mesmo que a decisão seja por outro fornecedor.

Conheça também nossos serviços de criação de sites profissionais.

Mais conteúdos em Presença Digital.

Autor

Fred Marinho
Fred Marinho

Fred Marinho é fundador da Divera, empresa de tecnologia e performance digital ativa desde 2007, e cofundador da HD Solutions. Cientista da Computação pela Universidade de Itaúna, com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e em Gestão de Pessoas pela UFJF. Escreve sobre estratégia digital, performance e gestão de equipes.


Ver postagens

Comentário(s)

Endereços

Av. Paulista, 302 - Gowork Coworking
Bela Vista - São Paulo/SP
Ver no mapa
Rua Ataliba de Barros, 182, Sala 1107 - Office 360º Coworking
São Mateus - Juiz de Fora/MG
Ver no mapa

WhatsApp

(11) 91627-4014

Telefone

(11) 91627-4014

RD Station - Partners

Google Partner