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Muita empresa B2B investe em prospecção ativa e em propostas, mas descobre tarde que boa parte da decisão acontece antes de qualquer conversa. Na compra B2B, o comprador costuma chegar ao primeiro contato com uma lista curta de fornecedores já formada. Quem não está nela raramente é considerado.
A boa notícia é que essa lista não se forma por sorte. Ela é influenciada pelo que o comprador encontra no Google, nas respostas de IA, nas indicações e no seu site. Por isso, o primeiro passo é ter um site que explique com clareza o que a empresa faz, como os que a Divera constrói em seu trabalho de criação de sites para empresas B2B.
Um artigo do Search Engine Journal, publicado em setembro de 2026, defende que a lista de fornecedores B2B é formada antes de o comprador fazer a primeira consulta a uma ferramenta de IA. O autor chama essa fase de "Day Zero", e ela inclui experiências anteriores, pesquisas publicadas, recomendações de colegas e conteúdo dos próprios fornecedores. A conclusão é que otimizar apenas para a fase de pesquisa chega tarde. Em resumo, estar bem posicionado nas respostas da IA ajuda a aparecer melhor, mas é a lembrança prévia que decide se a empresa aparece.
Um cuidado ao ler os números dessa matéria. Boa parte vem de relatórios de empresas do setor, como 6sense e a própria empresa do autor, sem detalhamento de metodologia. O próprio texto reconhece que a medição nessa área é instável. Por isso, o mais útil é a lógica do argumento e não os percentuais, que dependem do mercado.
Isso muda a pergunta de marketing. Em vez de apenas "como gerar contatos agora?", passa a valer também "como fazer a minha empresa ser lembrada por quem ainda não precisa, mas vai precisar?".
Há dados mais sólidos em uma pesquisa da Gartner com 645 compradores B2B, realizada entre agosto e setembro de 2025. Os números ajudam a desenhar o caminho do comprador.
O recado é equilibrado. O comprador pesquisa sozinho e em vários lugares, e é nessa pesquisa que a lista se forma. Depois, ele procura uma pessoa para confirmar o que encontrou. A Gartner resume que os vendedores precisam "aparecer de outro jeito", e não que perderam importância.
Em outras palavras, presença digital leva a empresa à lista, e o atendimento comercial ajuda a fechar.
Na prática, o seu site e o seu conteúdo precisam funcionar mesmo quando ninguém da sua equipe está na conversa. Se o comprador chega a um site vago, sem exemplos e sem respostas para as perguntas mais comuns, a empresa sai da lista antes de ter a chance de falar.
Isso vale também para empresas pequenas. Em nichos específicos, uma empresa pequena e bem posicionada pode entrar na lista com mais facilidade do que uma grande e genérica, porque clareza, consistência e conteúdo útil constroem reconhecimento sem depender de grandes investimentos em mídia. O tráfego pago ajuda a ser visto mais rápido por quem pesquisa agora, e funciona melhor quando combinado com site e conteúdo bem trabalhados.
Nenhuma dessas ações dá resultado de um dia para o outro. Em compensação, elas se acumulam. Cada página clara, cada resposta publicada e cada indicação satisfeita aumentam a chance de a empresa ser lembrada na próxima rodada de pesquisa, inclusive por quem hoje nem sabe que vai precisar de um fornecedor.
Por onde começar? Faça um diagnóstico do que o comprador encontra hoje. Pesquise o problema que você resolve no Google e em assistentes de IA, veja quem aparece e como o seu site é descrito. A partir daí, fica claro o que corrigir primeiro. Conteúdo e SEO são trabalhos de médio prazo, e o resultado costuma aparecer em ciclos de meses, com a medição mostrando o avanço no caminho. Por isso, comece cedo e mantenha a regularidade, já que a lembrança de marca se constrói com repetição e consistência ao longo dos meses, e não com uma campanha isolada.
Esperar o comprador pedir proposta para começar a trabalhar a marca. Nesse ponto, a lista já está feita. O trabalho de visibilidade precisa acontecer nos meses anteriores, com SEO, conteúdo e site preparados para atender quem pesquisa.
Outro erro frequente é tratar vendas e marketing como frentes separadas. A pesquisa mostra que o comprador alterna entre fontes digitais e conversa com pessoas. Quando o conteúdo do site e o discurso do comercial se contradizem, a confiança cai. Vale ainda revisar com frequência as páginas mais visitadas. Descrições antigas de serviços, cases sem contexto e contatos desatualizados passam a imagem de uma empresa pouco ativa, e isso pesa na hora de montar a lista. Para ver como a venda B2B se organiza, leia também as dicas de vendas B2B.
A Divera cria e otimiza sites, estrutura o SEO e o conteúdo e conduz campanhas de tráfego pago para empresas B2B, com medição de resultados. Conheça o nosso trabalho com sites institucionais que geram confiança e contatos e fale com a nossa equipe pelo formulário.
Fred Marinho é fundador da Divera, empresa de tecnologia e performance digital ativa desde 2007, e cofundador da HD Solutions. Cientista da Computação pela Universidade de Itaúna, com pós-graduação em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e em Gestão de Pessoas pela UFJF. Escreve sobre estratégia digital, performance e gestão de equipes.
Fred Marinho